Descansa no Senhor, e espera nele; não te enfades por causa daquele que prospera em seu caminho, por causa do homem que executa maus desígnios. Salmos 37.7


E a paz de Deus, que excede todo o entendimento, guardará o vosso coração e a vossa mente em Cristo Jesus. Filipenses 4:7


caixinha de promessas

29/02/16

Razões para glorificarmos a Deus

Razões para glorificarmos a Deus

“Porque dele, por meio dele, e para ele são todas as coisas; a ele, pois, glória pelo século dos séculos.” (Rm 11.36)
Os eruditos afirmam, e com razão, que a carta de Paulo aos Romanos é a cordilheira do Himalaia de toda a revelação bíblica. Aqui Paulo chegou à cumeeira, ao ponto culminante das Escrituras. Num texto de irretocável beleza e profundidade, o apóstolo dos gentios traça a nossa trajetória das profundezas da decadência moral às culminâncias da nossa redenção. Depois de destacar que toda a obra da redenção foi planejada soberanamente por Deus e realizada eficazmente por ele, encerra a primeira parte da epístola (capítulos 1-11) numa doxologia, onde desabotoa sua voz em torrentes de exaltação a Deus. Três verdades são destacadas.
Em primeiro lugar, Deus deve ser glorificado porque ele é o idealizador da nossa salvação (Rm 11.36a). “Por que dele…”. Nossa redenção não começa no tempo, mas na eternidade; não começa na terra, mas no céu; não começa com o homem, mas com Deus. Ele planejou a nossa salvação, e isso desde os tempos eternos. Tudo provém dele, pois ele é a fonte e a origem da nossa salvação. Tudo provém de Deus, pois nos amou com amor eterno e nos atraiu para si com cordas de amor. Ele é idealizador da nossa redenção, pois nos escolheu em Cristo, antes da fundação do mundo. O evangelho não é um caminho aberto da terra para o céu; é o caminho aberto do céu para a terra. O evangelho não é uma tentativa do homem encontrar Deus; é a decisão de Deus buscar o homem perdido. Todas as religiões do mundo são um esforço humano para agradar a Deus através de obras, ritos e sacrifícios; mas o Cristianismo é Deus tomando a iniciativa de reconciliar o homem consigo mesmo por intermédio de Cristo.
Em segundo lugar, Deus deve ser glorificado porque ele é o executor da nossa salvação (Rm 11.36b). “… e por meio dele…”. Deus não apenas planejou nossa salvação na eternidade, mas a executou na história. Para tornar eficaz seu plano eterno, o Verbo divino, Deus de Deus, luz de Deus, fez-se carne e habitou entre Deus. O unigênito do Pai, da mesma essência do Pai, esvaziou-se e assumiu a forma humana. Sendo Deus, se fez homem; sendo exaltado pelos anjos, se fez servo; sendo imaculado, se fez pecado; sendo bendito se fez maldição; sendo rico se fez pobre; sendo o autor da vida, morreu pelos nossos pecados. O homem não poderia ser o agente de sua própria salvação. Não poderia apagar as manchas de seus próprios pecados. Não poderia voltar-se para Deus por si mesmo. O homem está perdido, cego, surdo, endurecido e morto nos seus pecados. Deixado à sua própria sorte, caber-lhe-ia apenas uma condenação inexorável. Por isso, Deus sendo rico em misericórdia, amou eternamente os objetos de sua ira a ponto de dar seu Filho unigênito, para que todo o que nele crer não pereça, mas tenha a vida eterna. O filho de Deus, veio ao mundo para ser nosso fiador e substituto. Deus lançou sobre ele a iniquidade de todos nós. Ele foi traspassado pelas nossas transgressões e moído pelos nossos pecados. O castigo que nos traz a paz estava sobre ele e pelas suas pisaduras foram sarados. Ele levou sobre o seu corpo, no madeiro, os nossos pecados. Ele morreu pelos nossos pecados, pagou a nossa dívida e nos reconciliou com Deus. Jesus é o novo e vivo caminho que nos conduz ao Pai.
Em terceiro lugar, Deus deve ser glorificado porque o louvor de sua glória é o propósito da nossa salvação (Rm 11.36c). “… e para ele são todas as coisas; a ele, pois, glória pelo século dos séculos”. A salvação não é uma medalha de honra ao mérito que ostentamos no campeonato da vida. Não é um troféu que levantamos no pódio da exaltação humana. Nossa salvação foi planejada, executada e consumada por Deus para que todos os remidos sejam apresentados, nos séculos vindouros, como troféus de sua graça, a fim de que Deus receba a glória pelos séculos dos séculos. Se o fim principal do homem é glorificar a Deus, o fim principal de Deus é glorificar a si mesmo, pois não existe nenhum outro propósito mais elevado e santo do que a própria exaltação de Deus, aquele que é o início, o meio e o fim de todas as coisas. Por toda a eternidade, os remidos se desdobrarão em louvor e adoração a Deus por tão grande salvação e nem mesmo assim poderão esgotar esse tributo de gratidão!

Fonte: Hernandes Dias Lopes, http://hernandesdiaslopes.com.br/, Palavra da Verdade

16/02/16

Scraps































11/02/16

Quem sou eu?

Identidade na Bíblia
Para quem acredita em Jesus, ter noção da sua identidade em Cristo é das coisas mais essenciais da vida. Isto porque quando sabemos quem nós somos, tudo muda.
Algumas pessoas ficam desanimadas porque acreditam que aquilo que fazemos é que determina quem nós somos. Por esse motivo, quando falham ou pecam, ficam muito tristes. Mas não é o que fazemos que define a nossa identidade; pelo contrário, a nossa identidade é que deve determinar e guiar aquilo que fazemos.
Desta forma, mesmo quando falhamos, devemos pedir perdão e olhar para Cristo com confiança, porque graças ao Seu sacrifício nós fomos resgatados e restaurados. Por isso, estamos seguros da nossa identidade: nós somos filhos de Deus!

Criou Deus o homem à sua imagem,
à imagem de Deus o criou;
homem e mulher os criou.
Gênesis 1:27

Contudo, aos que o receberam, aos que creram em seu nome, deu-lhes o direito de se tornarem filhos
de Deus,
João 1:12

Ora, vocês são o corpo de Cristo, e cada um de vocês, individualmente, é membro desse corpo.
1 Coríntios 12:27
Vocês, porém, são geração eleita, sacerdócio real, nação santa, povo exclusivo de Deus, para anunciar as grandezas daquele que os chamou das trevas para a sua maravilhosa luz.
1 Pedro 2:9

Em amor nos predestinou para sermos adotados como filhos, por meio de Jesus Cristo, conforme o bom propósito da sua vontade,
Efésios 1:5

Acaso não sabem que o corpo de vocês é santuário do Espírito Santo que habita em vocês, que lhes foi dado por Deus, e que vocês não são de vocês mesmos? Vocês foram comprados por alto preço. Portanto, glorifiquem a Deus com o seu próprio corpo.
1 Coríntios 6:19-20

"Antes de formá-lo no ventre eu o escolhi;
antes de você nascer, eu o separei
e o designei profeta às nações".
Jeremias 1:5

Portanto, já que vocês ressuscitaram com Cristo, procurem as coisas que são do alto, onde Cristo está assentado à direita de Deus. Mantenham o pensamento nas coisas do alto, e não nas coisas terrenas. Pois vocês morreram, e agora a sua vida está escondida com Cristo em Deus. Quando Cristo, que é a sua vida, for manifestado, então vocês também serão manifestados com ele em glória.
Colossenses 3:1-4

Pois os que em Cristo foram batizados, de Cristo se revestiram. Não há judeu nem grego, escravo nem livre, homem nem mulher; pois todos são um em Cristo Jesus. E, se vocês são de Cristo, são descendência de Abraão e herdeiros segundo a promessa.
Gálatas 3:27-29

Portanto, se alguém está em Cristo, é nova criação. As coisas antigas já passaram; eis que surgiram coisas novas!
2 Coríntios 5:17

Jesus dizia a todos: "Se alguém quiser acompanhar-me, negue-se a si mesmo, tome diariamente a sua cruz e siga-me. Pois quem quiser salvar a sua vida a perderá; mas quem perder a sua vida por minha causa, este a salvará. Pois que adianta ao homem ganhar o mundo inteiro e perder-se ou destruir a si mesmo? Se alguém se envergonhar de mim e das minhas palavras, o Filho do homem se envergonhará dele quando vier em sua glória e na glória do Pai e dos santos anjos. Garanto a vocês que alguns que aqui se acham de modo nenhum experimentarão a morte antes de verem o Reino de Deus".
Lucas 9:23-27

Vejam como é grande o amor que o Pai nos concedeu: sermos chamados filhos de Deus, o que de fato somos! Por isso o mundo não nos conhece, porque não o conheceu. Amados, agora somos filhos de Deus, e ainda não se manifestou o que havemos de ser, mas sabemos que, quando ele se manifestar, seremos semelhantes a ele, pois o veremos como ele é. Todo aquele que nele tem esta esperança purifica-se a si mesmo, assim como ele é puro.
1 João 3:1-3

Já não os chamo servos, porque o servo não sabe o que o seu senhor faz. Em vez disso, eu os tenho chamado amigos, porque tudo o que ouvi de meu Pai eu tornei conhecido a vocês.
João 15:15

"Eu sou a videira; vocês são os ramos. Se alguém permanecer em mim e eu nele, esse dará muito fruto; pois sem mim vocês não podem fazer coisa alguma.
João 15:5

Quanto à antiga maneira de viver, vocês foram ensinados a despir-se do velho homem, que se corrompe por desejos enganosos, a serem renovados no modo de pensar e a revestir-se do novo homem, criado para ser semelhante a Deus em justiça e em santidade provenientes da verdade.
Efésios 4:22-24

porque todos os que são guiados pelo Espírito de Deus são filhos de Deus. Pois vocês não receberam um espírito que os escravize para novamente temerem, mas receberam o Espírito que os torna filhos por adoção, por meio do qual clamamos: "Aba, Pai".
Romanos 8:14-15

06/02/16

A Evidência Bíblica do Inferno

A Evidência Bíblica do Inferno

Christopher Morgan11 de Setembro de 2014 - Teologia
Um Jesus amoroso realmente ensinaria sobre o inferno? Sim, e assim também o faz todo autor do Novo Testamento. Consideremos o que eles ensinam.
O inferno em Mateus
No Sermão do Monte, frequentemente conhecido por sua ênfase no amor e no reino, Jesus ensina a realidade e a natureza do inferno (5.50-30; 7.13-27). Em Mateus 5.20-30, Jesus contrasta o inferno com o reino de Deus e adverte que o inferno é um perigo real para pecadores impenitentes. O fogo do inferno, a justiça do inferno e o extremo sofrimento no inferno são especialmente enfatizados. Os impenitentes são advertidos a usarem medidas extremas para evitarem ser lançados lá por Deus.
Conforme Jesus conclui o Sermão do Monte, ele contrasta o reino do céu com os horrores do inferno (7.13-27). Jesus avisa que o inferno é um lugar de destruição, descrito como o fim de um caminho largo. O inferno aguarda a cada um que não entra no reino dos céus — mesmo aqueles que professam conhecer Cristo mas continuam no pecado. Jesus é o Juiz e Rei que pessoalmente exclui os perversos de sua presença e do reino dos céus (“Apartai-vos de mim”, 7.23). De fato, aqueles que falham em seguir a Jesus são como uma casa construída sobre a areia que, no fim, acaba desmoronando.

Como pode o amor lançar fora o medo?

“No amor não existe medo; antes, o perfeito amor lança fora o medo. Ora, o medo produz tormento; logo, aquele que teme não é aperfeiçoado no amor” (1 João 4:18). Este versículo apresenta desafios para o leitor sério e tem sido usado para defender diversas ideias errôneas. É comum achar aplicações superficiais na esfera da psicologia popular, usando esta afirmação como um mantra para ajudar pessoas vencer suas fobias e preocupações cotidianas. Outros distorcem o sentido do texto para justificar suas decisões de não se arrepender dos seus pecados, concluindo que “Deus me ama do jeito que sou, então não preciso mudar”. Estudantes da Bíblia podem enfrentar uma dificuldade em conciliar este versículo com outros ensinamentos das Escrituras que ensinam a importância do medo ou temor: “Teme a Deus e guarda os seus mandamentos; porque isto é o dever de todo homem” (Eclesiastes 12:13) e “Não temais os que matam o corpo e não podem matar a alma; temei, antes, aquele que pode fazer perecer no inferno tanto a alma como o corpo” (Mateus 10:28). Como compreender este ensinamento de João? 

20/12/15

NATAL É VIDA NOVA

Leitura: João 3:1–12
Em ver­dade, em ver­dade te digo que se alguém não nascer da água e do Espírito não pode entrar no reino de Deus.” (v. 5)
Reflexão
Jesus nasceu para con­ceder vida nova àque­les que crerem nele de forma a poderem fazer parte do reino de Deus. Ele afir­mou que veio para con­ceder vida abun­dante, e esta é rece­bida através do novo nasci­mento. Quando a semente de Deus ger­mina em nós tornamo-nos Seus fil­hos espir­i­tu­ais, como está escrito: “tendo renascido, não de semente cor­rup­tível, mas de incor­rup­tível, pela palavra de Deus, a qual vive eper­manece.” Cele­bre­mos este natal com Jesus.
Este renasci­mento é o nosso Natal espir­i­tual, mar­cado por três impor­tantes fac­tores divi­nos que dis­tinguem os fil­hos de Deus. 
O primeiro é o amor de Deus implan­tado em nós pelo Espírito Santo para amar­mos à semel­hança do nosso Pai celes­tial. Quem não ama não exper­i­men­tou ainda o novo nasci­mento e não con­hece Deus, porque Deus é amor. É o amor de Deus que faz a diferença.
O segundo fac­tor é a justiça, porque ao ser­mos jus­ti­fi­ca­dos ficamos em condições e com pos­si­bil­i­dade de viver em justiça, isto é, recebe­mos capaci­dade para recon­hecer os dire­itos dos out­ros. Assim falou Jesus: “Se a vossa justiça não exceder a dos escribas e fariseus, de modo nen­hum entrareis no reino dos céus.” A prática da justiça de Deus é que faz a diferença.
O ter­ceiro é a paz; o nosso Pai é Deus de paz, e Seu Filho colocou-nos em paz com o Pai e deixou-nos a Sua paz. Assim instruiu Paulo: “Se for pos­sível, quanto depen­der de vós, tende paz com todos os homens.” Porque o reino de Deus é mar­cado por justiça, paz e feli­ci­dade por acção do Espírito Santo.
Viva­mos em amor, pra­tique­mos a justiça, e busque­mos a paz.


FONTE: http://www.haja-luz.net/?p=2727

08/10/15

O FRUTO DO ESPÍRITO SANTO

O FRUTO DO ESPÍRITO SANTO é em si como um prezado e desejado fruto.

Introdução – A famosa passagem de Paulo sobre o FRUTO DO ESPÍRITO SANTO é em si como um prezado e desejado fruto. Não somente devemos admirá-lo, senão, também, ingeri-lo e beneficiar-nos dele. Aparece em uma seção da epístola do Apostolo Paulo aos Gálatas, na que explica a maneira correta de usar nossa liberdade e autonomia cristã, mediante o fruto e o caráter cristão (Gl 5.13-26).

I. OS VERSÍCULOS (13-15)

1. Os versículos 13-15 declaram que nossa liberdade da escravidão à lei (5.1), não deve converter-se em uma escusa para egoísmo.
2. Não devemos abusar de nossa liberdade permitindo que a carne, nossa antiga natureza egoísta, seja salga com a sua.
3. Não devemos utilizar nossa liberdade para dissimular a maldade, (1 Pe 2.16).
4. Como troca, devemos praticar a liberdade em amor: “Servindo-nos uns aos outros com amor”, (Gl 5.13).
5. A CARNE, O EGOÍSMO E A INIQÜIDADE – É a capacidade de pecar que persiste nos crentes. É o inimigo em nosso interior que busca destruir nossa liberdade em Cristo e levar-nos a uma escravidão ou pior. Portanto, os filhos de Deus necessitam de uma mão que os ajude e contenha para protegê-los de usa própria natureza maligna.
6. Achamos esta ajuda no PARACLETO DIVINO (O CONSOLADOR) que habita em nós. Mediante o Espírito Santo, podemos caminhar um passo de cada vez, dia a dia, semana a semana, mês a mês, ano a ano, sempre e em toda a vida, e ter a fortaleza para não satisfazer aos desejos da carne (5.16).
7. O ESPÍRITO SANTO PODE CONTROLAR-NOS de tal maneira que impeça que nos entreguemos aos nossos próprios caprichos e à gratificação dos desejos da antiga natureza.
8. POR MEIO DO ESPÍRITO SANTO podemos dar morte às atitudes negativa e aos maus hábitos, que são as atividades naturais de nossa própria natureza e viver (Rm 8.13).
9. SE PERTENCERMOS VERDADEIRAMENTE A JESUS CRISTO – temos tomado a decisão de considerar o “velho homem” (Rm 6.6), ou aCARNE, com suas paixões e desejos, como algo crucificado (Gl 5.24).
10. NOSSO EU ANTIGO – sem a regeneração, o que sabíamos ser antes, nunca pode converter-se. A mudança somente ocorre quando o “HOMEM NOVO” se converte no dominante.
11. O ESPÍRITO SANTO E A CARNE – O Espírito Santo que habita em nós e a “carne”, ou a natureza ímpia, são antagônicos no cristão. Cada um deles possui o desejo profundo de reprimir ao outro. Estão travados em constante batalha. Estão entrincheirados em uma atitude de oposição mútua de modo que o cristão não pode fazer o que deseja. Paulo desenrolou este fato de uma forma mais extensa, em Romanos (7.14-25), ao relatar sua própria experiência inicial como Cristão.
12. QUANDO O ESPÍRITO SANTO PENETRA EM NÓS NO MOMENTO DE NOSSA CONVERSÃO – É como a invasão dos aliados em Normandia durante o período da Segunda Guerra Mundial. Deus tem regressado a ocupar o que lhe pertence por direito. Quanto mais coopere o novo crente, como os habitantes franceses na Normandia, com o “Invasor”, tanto mais pronto se poderá reclamar e liberar por completo o território que se encontrava nas mãos do inimigo.

II. O CONTRASTE DAS OBRAS DA CARNE E O FRUTO DO ESPÍRITO SANTO

1. PRIMEIRO: Adultério, fornicação, impureza e lascívia (atentados irrefreados e deliberados contra toda a decência), relacionados com a imoralidade sexual. Boa parte disso nem sequer era considerada pecado pela sociedade em geral. Porém, a Igreja do Senhor Jesus Cristo, não pode admitir pensar ou regrar-se de tal maneira como o mundo.
2. SEGUNDO: Idolatria (tanto as imagens, como aos deuses que representavam, como, também, à pessoa e objetos), e Feitiçaria (inclusive a magia, os encantamentos (espirituais e humanos), e o uso de drogas nos rituais religiosos), relacionados com as religiões de origem humana.
3. TERCEIRO: Inimizades (ódio), porfias (contendas, discórdia, brigas, discussões), emulações (inveja daquilo que os outros têm), iras (explosões de raivas, perda de paciência); pelejas (intrigas por motivos mercenários, devoção aos próprios interesses, como na busca de empregos públicos, vantagens, etc.), heresias (diferenças de opinião, especialmente ao ponto de causarem divisões), invejas (expressadas em termos de má vontade e de malícia), e, homicídios (resultados dos motivos citados: ver Mateus 5.21-23; 1 João 3.14,15). Todas essas coisas relacionam-se com os conflitos que surgem nos próprios impulsos naturais e os desejos egoístas.
4. QUARTO – Bebedices e glutonarias (com as orgias, farras e pândegas).
São esses os nossos impulsos naturais que guerreiam contra os desejos que o Espírito Santo tem para o nosso bem. A civilização, a educação, a cultura, a criação numa boa família podem revestir coisas de uma camada superficial, para deixar o descrente com boa aparência. Usualmente, porém, pouca coisa já basta para essas obras da carne romper a superfície.
CRISTÃO, ao identificar-se com o Salvador salvífico e crucificado, realmente crucificou a carne com as suas paixões e concupiscência. Mas, aquela vitória, que é potencialmente nossa, deve e tornar ativa e real. Nós, como cristãos, vivemos no Espírito Santo, no sentido de termos nossa vida mediante o Espírito Santo de Deus. Mas, também, devemos andar no Espírito para as tendências, os impulsos, e os desejos da carne serem realmente purificados na nossa experiência diária (Romanos 8.4,5).

III. REFLEXÕES SOBRE A VIDA CRISTÃO E O FRUTO DO ESPÍRITO SANTO

Depois de enumerar várias das diversas práticas horrorosas da carne (Gl 5.19-21), Paulo nos ilustra um maravilhoso contraste. É como encontrar uma vide carregada de suculentas uvas, ou uma árvore coberta de maças maduras e vermelhas, em meio a um matagal e brejos, sujos e maltratado. “Numa mudança, o furto do Espírito Santo é Amor, Alegria, Paz, Longanimidade (paciência), Benignidade (amabilidade), Bondade, fidelidade (fé), mansidão (humildade) e Domínio Próprio”, (vv. 22-23).
1. No versículo 22 a palavra “fruto” está no singular, tendo a enfatizar a UNIDADE e a COERÊNCIA da personalidade daqueles que andam no Espírito Santo. Visto que o Espírito os guia e dirige e controla, sua vida é íntegra, curada e abundante. Em contraste, a palavra “obras” ou “feitos” ou “frutos” em (5.19) estão no plural, para fazer ressaltar a falta de organização e estabilidade da vida regida pelos ditames da carne. A vida impenitente se encontra fragmentada e em conflito com ela mesma.
2. Paulo sempre utiliza a palavra “fruto” (karpos) como um substantivo coletivo no singular, exceto em (2 Timóteo 2.6). De modo que não devemos considerar o amor como o único fruto, o qual está descrito em seus diversos aspectos pelas oito palavras que se seguem. Sem dúvida, alguns preferem considerar o furto do Espírito como um ramo com suas uvas individuais, ou como uma laranja com seus diferentes gumes ou seguimentos.
3. Nada demonstra isso mais do que nosso relacionamento uns com os outros. Se cobiçarmos as vanglórias (se nos tornarmos jactanciosos, com ambições excessivas), provocamos e invejamos uns aos outros (Gálatas 5.26). Se formos espirituais (vivendo no Espírito, andando no Espírito, vivendo em comunhão ativa com Ele), seremos humildes. Em vez de rebaixarmos nosso próximo, de buscarmos nossa própria vontade, levemos as cargas uns dos outros e sejamos solícitos em restaurar o irmão caído (6.1,2).

IV. O FRUTO DO ESPÍRITO SANTO E SUAS MANIFESTAÇÕES EM NOSSA VIDA DIÁRIA – AMOR - (nossa relação com Deus).

Em 1 Coríntios 13 se descreve o amor de uma maneira belíssima.
1. O AMOR ÁGAPE – É o amor inteligente e com propósitos, que é mais um ato da vontade que emoção e sentimento;
2. O amor é força interior que dá energia e ativa a nossa fé e a motiva a atuar: “A fé que atua mediante o amor” (Gálatas 5.6).
3. O Amor se revela pelo serviço mútuo (5.13);
4. Sua única fonte, a qual é Deus (Jo 4.7-8), é a que nos concede esta classe de amor.
5. Deus tem derramado seu amor em nossos corações, por meio do Espírito Santo (Romanos 5.5; 2 Timóteo 1.7).
Esta é uma ilustração do fruto do Espírito Santo que começa com o Amor, e que se resume no Amor. É chamado Fruto do Espírito, porque brota do Espírito. Não cresce naturalmente do solo da nossa carne humana.
6. O amor é idêntico ao que Deus demonstrou no Calvário, quando ele enviou seu filho para morrer por nós, enquanto ainda éramos pecadores (Romanos 5.8).
7. O amor é descrito em 1 Coríntios 13.4-7, como:
8. SOFREDOR – Paciente com os que nos provocam e nos lesam;
9. BENIGNO – Que paga o mal com o bem;
10. LIVRE DE INVEJA – Inclusive da malícia e da má vontade;
11. HUMILDE – Sem se encher da sua própria importância;
12. SEMPRE CORTÊS – Pronto para ser gentil e dedicado;
13. NUNCA EGOÍSTA – Voltado para o próprio, mas ao servir;
14. NUNCA COBIÇOSO – Que deseja o que é de outrem não contentando-se com o seu;
15. NUNCA IRRITÁVEL – Que se irrita com facilidade e com os debilidades de outrem;
16. NÃO FACILMENTE PROVOCADO – Levando em consideração as fraquezas dos mais fracos e, também, quando uma provocação lhe visa descontrolar;
17. Nunca levando em conta OS DANOS QUE SOFRE – Trabalhando para evitar isso, mas, se os tiver, tratá-los com moderação sempre;
18. NÃO SE ALEGRA NAS FALHAS OU DESGRAÇAS ALHEIAS – Mas de condoer e desejar o bem;
19. TUDO SOFRE – Mesmo que em sacrifício, o que não significa lerdeza;
20. TUDO CRÊ – Sempre procura acreditar nas pessoas, mesmo que elas às vezes, procurem o seu mal, vence o mal com o bem;
21. TUDO ESPERA – Ajuda, orienta, sugere, instrui e tudo espera das pessoas, espera sempre o bem e nunca o mal;
22. TUDO SUPORTA – É muito edificante quando, no que depender de mim e você, suportemos as fraquezas dos mais fracos, procuremos ajudá-los, e, quando se trata de alguém maldoso, não se pague mal com mal, mas com o bem; e, quem por índole própria deseja o nosso mal, Deus tratará e retribuirá conforme a promessa feita a Abraão: “ Abençoarei os que te abençoarem, e amaldiçoarei os que te amaldiçoarem...” (Gêneses 12.1-7).
23. O AMOR suporta tudo e todas as circunstâncias da vida com  e ESPERANÇA.
VERDADE - NÃO É DE SE ADMIRAR QUE O VERDADEIRO AMOR NUNCA FALHARÁ OU FRACASSARÁ E NUNCA CESSARÁ.
24. A caridade nunca falhará, mas havendo profecias; serão aniquiladas; havendo línguas, cessarão; havendo ciência, desaparecerá; Porque, em parte, CONHECEMOS e, em parte PROFETIZAMOS. Mas, quando vier aquele que é perfeito, então, o que o é em parte será aniquilado.
Quando eu era menino, falava como menino, sentia como menino, discorria e procedia como menino; mas, agora, que cheguei a ser homem, acabei com as coisas de menino.
Porque, agora, vemos por espelho e por enigma; mas, então, veremos face a face; Agora, conhecemos em parte, mas, então, conhecerei como também sou conhecido.
AGORA, POIS, PERMANECEM A FÉ, A ESPERANÇA E O AMOR, estas três, MAS, A MAIOR DESTAS É O AMOR.
25. O amor não é baseado em sentimentos humanos. É o vínculo da perfeição, a maior das virtudes cristãs (1 Co 13.13; Cl 3.14), é divino. É como já falamos, o ÁGAPE, ou o que vem de Deus, derramado, pelo Espírito Santo sobre nós; exercido pelo coração e pela mente, englobando sentimentos e vontade. É idêntico ao demonstrado por Jesus no Calvário, enviando Seu Filho, para morrer por nós, quando não merecíamos, sendo nós ainda pecadores (1 Co 13.4-7: Rm 5.8; Jo 6.16).
Pr. Jônatas Câmara


FONTE: http://www.montesiao.pro.br/estudos/