Descansa no Senhor, e espera nele; não te enfades por causa daquele que prospera em seu caminho, por causa do homem que executa maus desígnios. Salmos 37.7


E a paz de Deus, que excede todo o entendimento, guardará o vosso coração e a vossa mente em Cristo Jesus. Filipenses 4:7


caixinha de promessas

11/02/15

A Doutrina da Eleição

  Como a Doutrina da eleição é uma parte do alto tema da soberania de Deus, uma breve palavra sobre ela primeiro. Em Apocalipse 19:6 nos é dito, “o Senhor Deus onipotente reina”. No céu e na terra, Ele é o Controlador e Ordenador de todas as criaturas. Como o Altíssimo, Ele governa entre os exércitos dos céus e ninguém pode deter a mão ou dizer-lhe: “Que fazes?” (Jó 9:12). Ele é o Todo-Poderoso, que faz todas as coisas segundo o conselho da Sua própria vontade. Ele é o Oleiro Celestial, que toma conta de nossa humanidade caída como um pedaço de barro, e para fora dela forja um como um vaso para honra e outro vaso para desonra. Em suma, ele é o Decisivo e Determinante do destino de cada homem e o Controlador de cada detalhe na vida de cada indivíduo, o que é apenas outra maneira de dizer que Deus é Deus. Ora, Eleição e Predestinação são apenas o exercício da Soberania de Deus nos assuntos da salvação, e tudo o que sabemos sobre elas é o que tem sido revelado a nós nas Escrituras da Verdade.
A única razão para que alguém acredite na Eleição é que ela se acha claramente ensinada na Palavra de Deus. Nenhum homem ou grupo de homens, nunca originou esta Doutrina. Como o ensino da Punição eterna, entra em conflito com os ditames da mente carnal e é incompatível com os sentimentos do coração não regenerado. E, como a doutrina da Santíssima Trindade e do nascimento milagroso de nosso Salvador, a verdade da Eleição deve ser recebida com fé simples, inquestionável. Vamos agora definir os nossos termos. O que a palavra Eleição significa? Significa destacar, selecionar, escolher, tomar um e deixar o outro. Eleição significa que Deus escolheu alguns para serem os objetos de Sua Graça salvadora, enquanto outros são deixados a sofrer a justa punição de seus pecados. Isso significa que, antes da fundação do mundo, Deus escolheu para fora da massa de nossa humanidade caída um determinado número, e os predestinou para serem conformes à imagem de Seu Filho. “Simão relatou como primeiramente Deus visitou os gentios, para tomar deles um povo para o Seu Nome” (Atos 15:14). Não podemos fazer melhor aqui do que amplificar a nossa definição de Eleição, citando um sermão do falecido C. H. Spurgeon (1834-1892) em “As coisas Que Acompanham a Salvação” [Sermão de Nº 152, publicado em português pelo Projeto Spurgeon]: “Antes da Salvação vir a este mundo, a Eleição marchou na vanguarda, e tinha por seu trabalho o aquartelamento da Salvação. A Eleição atravessou o mundo e marcou as casas para que a Salvação que deveria ir e os corações em que o tesouro deveria ser depositado. A Eleição olhou através de toda a raça humana, desde Adão até o último, e assinalou com selo sagrado aqueles para quem a salvação foi designada. “E era-lhe necessário passar por Samaria” (João 4:4) disse a Eleição; e a Salvação deve ir para lá. Depois veio a Predestinação. A Predestinação não se limitou a marcar a casa, mas mapeou a estrada pela qual a Salvação deve viajar para aquela casa. A Predestinação ordenou cada passo do grande exército de Salvação; esta ordenou o momento em que o pecador deve ser levado a Cristo, a maneira como ele deve ser salvo, os meios que devem ser empregados; marcou a hora exata e o momento em que Deus, o Espírito, deverá vivificar os mortos em pecado, e quando a paz e o perdão devem ser proclamados através do sangue de Jesus. A Predestinação marcou o caminho de forma tão completa que a salvação nunca ultrapassa os limites, e nunca erra o caminho. No decreto eterno de Deus soberano, os passos da misericórdia foram, cada um deles, ordenados”. Por que Deus escolheu esses indivíduos em particular, em vez de outros, nós não sabemos. Sua escolha é soberana, totalmente gratuita e não depende de nada fora de Si mesmo. Certamente não foi porque esses indivíduos particulares eram, em si, melhores do que os outros que ele deixou. A Escritura é muito enfática sobre esse ponto: eles também “eram por natureza filhos da ira, como os outros também” (Efésios 2:3). Eles, também, não tinham justiça inerente. Nem Deus escolheu aqueles que Ele escolheu por causa de tudo o que Ele previu que haveria neles, pela simples razão, mas suficiente, que Ele previu não nenhuma coisa boa neles, senão o que Ele próprio neles operou. Tudo o que podemos dizer é que Deus escolheu alguns para serem salvos somente porque Ele escolheu escolhê-los, pois tal era o beneplácito de Sua vontade soberana (Efésios 1:5)

Fonte: Arthur Walkington Pink